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Moda

Mauricio Mazzon é o grande vencedor do concurso Brasil Fashion Designers

Teve início a FebraTêxtil 2026, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, reunindo os principais nomes da indústria têxtil, da moda e da inovação. Um dos destaques da abertura foi o Brasil Fashion Designers (BFD) – Cidade de São Paulo 2026, que revelou novos talentos da moda e movimentou a programação do primeiro dia do evento.

O grande vencedor desta edição foi Mauricio Mazzon, que conquistou a oportunidade de apresentar sua coleção na Expotextil Perú 2026, uma das principais feiras do setor têxtil na América Latina. Intitulada “Elos”, a coleção é composta por dois looks de palco em denim, com peças como jaqueta, calça, casaco e corset. A proposta apresenta uma reflexão sobre conexão a partir do encontro entre o funk e o rap, dois ritmos brasileiros marcados pela origem periférica e pela denúncia social.

“Foi muito trabalho, de 8h da manhã até 10h da noite, então ver esse esforço reconhecido fez tudo valer a pena. Sou muito detalhista, então queria que tudo estivesse perfeito, principalmente o acabamento. Na coleção, criei dois looks de palco inspirados na energia do rap e do funk, o rap como estrutura e ostentação, e o funk como poder e sensualidade. Também quis trabalhar o denim de forma diferente, elevando o tecido para além do uso cotidiano e valorizando sua estética urbana na passarela”, destaca o vencedor Mauricio Mazzon.

Com todas as despesas pagas, o vencedor levará sua criação para o cenário internacional, ampliando sua visibilidade e dando um passo importante na consolidação de sua trajetória profissional. Além disso, recebe uma máquina de costura reta industrial da Silmaq e uma assinatura anual da plataforma New & Now, que oferece acesso a conteúdos exclusivos de tendências e inteligência criativa.

O segundo lugar ficou com Thaisa Chaves, com a coleção “Vestir para Resistir”, que traz como referência a música “Negro Drama”, dos Racionais MC’s, e a vivência da designer no Capão Redondo, traduzindo a moda como ferramenta de expressão, resistência e identidade. Já o terceiro lugar foi conquistado por Vitória Amaral, com a coleção “Entendeu o Que Nóis Sente?”, inspirada nas batalhas de rap e na potência da palavra como instrumento de afirmação e pertencimento nas periferias. Como premiação, ambas receberam máquinas de costura da Silmaq e licença da plataforma New & Now.

As coleções foram avaliadas por um júri formado por profissionais renomados da indústria têxtil, da moda e da comunicação, garantindo um olhar técnico e multidisciplinar sobre os trabalhos apresentados.
Integraram o júri Yuko Suzuki, editora da revista World Fashion desde 1996 e presença histórica na cobertura da São Paulo Fashion Week desde sua primeira edição; Silvia Boriello, jornalista e editora da revista Costura Perfeita, voltada ao setor confeccionista; Priscila Faiad, mestre em Engenharia Têxtil e consultora especialista em qualidade de tecidos e fornecedores; Francesco Bogarin, designer vencedor do Concurso Novos Designers Brasil 2015, com atuação em design de moda e styling; Roberto Lima, gerente de Comunicação e Marketing da Abit e do Sinditêxtil-SP; e Symone Rech, especialista em Design Estratégico e Economia Comportamental, além de diretora de pesquisa e inteligência criativa da plataforma New & Now.

Sobre o Brasil Fashion Designers

Nesta edição, os finalistas foram desafiados a criar coleções inéditas compostas por dois looks completos para o inverno 2026, a partir do tema “Na Batida do Funk e na Rimada do Rap”. A proposta trouxe para a passarela um diálogo potente entre moda, música urbana brasileira e identidade cultural, explorando referências das periferias, estética contemporânea e narrativas sociais.

As coleções foram apresentadas em um desfile exclusivo e seguem em exposição durante a programação da FebraTêxtil, ampliando a visibilidade dos novos talentos junto a compradores, empresas e formadores de opinião do setor. Realizado pelo Febratex Group, o Brasil Fashion Designers tem como missão aproximar jovens designers da indústria têxtil, promovendo oportunidades reais de inserção profissional.

“O Brasil Fashion Designers é uma vitrine para novos talentos e um elo direto com a indústria. A cada edição, vemos o quanto esses novos criadores chegam preparados, com propostas consistentes e alinhadas às transformações culturais e de mercado”, destaca Ricardo Gomes, gerente de projetos especiais do Febratex Group.

Para Hélvio Júnior, diretor de comunicação do Febratex Group, o concurso cumpre um papel estratégico no fortalecimento da moda brasileira. “Ao integrar o BFD à FebraTêxtil, ampliamos o acesso desses jovens ao mercado, conectando criatividade e cadeia produtiva. É uma iniciativa que fortalece a base da indústria e estimula a inovação no setor”, afirma.

A edição Cidade de São Paulo 2026 dá continuidade ao concurso no estado. Em 2025, o Brasil Fashion Designers realizou uma edição especial em homenagem à estilista Vivi Haydu, referência da moda brasileira, celebrando sua trajetória e contribuição para o fortalecimento da criação independente no país.
Com o patrocínio da Silmaq e com apoio da New & Now, Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) e Capricórnio, o Brasil Fashion Designers reafirma seu papel como uma das principais plataformas de incentivo à nova geração de designers do país, impulsionando carreiras e conectando talentos ao futuro da moda brasileira.

Programação – destaques do primeiro dia (05/05)

A programação do primeiro dia da FebraTêxtil também movimentou o Espaço Talks com conteúdos voltados à inovação, sustentabilidade e transformação da cadeia da moda. No Espaço Talks 01, a agenda trouxe discussões sobre tendências globais em sustentabilidade e circularidade, além de painéis ao longo da tarde. Entre os destaques, Carolina Pavesi conduziu uma apresentação sobre o tema, seguida por Giuliana Castelo Branco, que falou sobre o tema “O Jeans do Brasil”. Encerrando a programação do espaço, Arthur Ferreira, da Cavemac, apresentou as tecnologias mais avançadas em máquinas para o setor.

Já no Espaço Talks 02, os debates giraram em torno de tecnologia, comportamento de mercado e inteligência aplicada à moda. Carolina Mesquita abriu a programação com uma palestra sobre inovação na estamparia, impressão digital e impressão 3D têxtil. Na sequência, Rafaela Vilela, da EY, abordou os desafios e oportunidades do supply chain reativo, enquanto Symone Rech, da New & Now, apresentou o Radar Têxtil com as tendências para o inverno 2027. A programação contou ainda com a participação de Priscila Faiad, que discutiu os pilares que sustentam as marcas líderes no mercado atual.

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