Com mais de 15 anos dedicados à segurança pública, o delegado construiu uma carreira marcada por operações históricas, inovação no combate ao crime, e compromisso com a população
Em uma história que não começa dentro de um grande escritório, mas sim a partir de trabalho diário, esforço para ajudar a família, e determinação para transformar desafios impostos desde o seu nascimento, em grandes oportunidades, o delegado Daniell da Mariinha ganha destaque. Delegado de carreira, ele possui mais de 15 anos de atuação na Segurança Pública do Piauí e se tornou uma das referências da Polícia Civil em áreas estratégicas de combate ao crime.
Nascido em 18 de março de 1982, Daniell é filho de José Ferreira Sobrinho, natural de Campo Maior, e de Maria Alves Pires, natural de Altos. Desde cedo, a vida lhe exigiu responsabilidade. Ainda jovem, conciliava os estudos com o trabalho e também buscava sua independência financeira por meio de pequenos empreendimentos. Entre eles, uma locadora de videogames e o comércio de produtos no centro da cidade. Experiências que ajudaram a desenvolver características que mais tarde, marcariam sua atuação profissional: disciplina e persistência.
Sua história de superação vai além das dificuldades comuns enfrentadas por muitos jovens: Daniell nasceu com visão monocular, condição que faz com que enxergue apenas com um dos olhos. O que poderia ser uma limitação, transformou-se em combustível para seguir adiante e provar que obstáculos não definem potencial. Ao longo da carreira, consolidou-se como um delegado de perfil técnico, inovador e atento às transformações da criminalidade. Foi um dos pioneiros no enfrentamento aos crimes praticados pela internet, área que ganhou destaque nacional com investigações conduzidas no Piauí. Em 2015, Daniell integrou a investigação que resultou na primeira decisão judicial do país a determinar a suspensão temporária do WhatsApp, o aplicativo de mensagens mais famoso e utilizado do mundo. A medida, que repercutiu nacionalmente, ocorreu após o descumprimento de ordens judiciais relacionadas a uma investigação criminal conduzida pela Polícia Civil do Piauí.
Dois anos depois, em 2017, voltou a ganhar projeção nacional ao atuar em um caso considerado o primeiro registro de estupro virtual do Brasil. A investigação demonstrou que a violência sexual também pode ocorrer por meio da internet, inaugurando uma importante discussão jurídica e social sobre os limites da criminalidade digital. À época, Daniell explicou que o agressor utilizava ameaças para constranger a vítima a praticar atos de natureza sexual, configurando o crime de estupro mesmo sem contato físico. A atuação firme contra o crime, no entanto, não se restringiu ao ambiente virtual.
Em 2013, comandou uma operação histórica da Delegacia de Prevenção e Repressão aos Entorpecentes (DPRE), que resultou na apreensão de 1,5 tonelada de maconha cultivada em uma fazenda localizada em Santa Cruz dos Milagres. A ação foi considerada a maior apreensão da história do estado, até então naquele ano, representando um duro golpe contra o tráfico de drogas no Piauí.
Mas a trajetória de Daniell também é marcada por ações que aproximam a polícia da população. O delegado teve papel fundamental na política de segurança na recuperação e devolução de celulares roubados no Piauí, hoje nacionalmente reconhecida. À frente da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, ele liderou diversas iniciativas de recuperação e restituição de celulares roubados e furtados. Somente em 2018, centenas de aparelhos, entre março e junho daquele ano, foram localizados e devolvidos aos seus legítimos proprietários. Somando um retorno de mais de R$ 130 mil às vítimas.
Mais do que recuperar bens materiais, as ações simbolizaram a devolução da tranquilidade e da sensação de justiça a diversas famílias piauienses. Paralelamente à atuação profissional, Daniell mantém uma visão humanista e inclusiva. Defende o respeito à diversidade religiosa e reconhece o papel social desempenhado por igrejas evangélicas, católicas e religiões de matriz africana, especialmente no acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Também é um defensor da inclusão das pessoas com deficiência, não apenas pelo compromisso institucional, mas pela própria experiência de vida. Sua trajetória demonstra que limitações físicas não impedem conquistas quando há dedicação, preparo e propósito.
Hoje, após mais de uma década e meia de serviço público, Daniell da Mariinha reúne uma história construída com trabalho, coragem e compromisso com a sociedade. Uma trajetória que atravessa operações históricas, investigações pioneiras e ações de cidadania, sempre guiada pela convicção de que a segurança pública deve estar a serviço das pessoas.



















