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Fortunas Do Esporte Em Risco: Até R$ 3,5 Bilhões Podem Se Perder Por Falta De Planejamento Estratégico

Estudos apontam que atletas e grandes patrimônios esportivos brasileiros têm até 18 meses para agir antes de perder valor bilionário Um alerta silencioso começa a ganhar força nos bastidores do esporte de alto patrimônio no Brasil: até R$ 3,5 bilhões podem ser perdidos nos próximos cinco anos não por fraude, crise ou erro de gestão, mas pela ausência de estrutura estratégica. Os dados são resultado de análises de inteligência aplicadas a grandes ecossistemas patrimoniais esportivos. Segundo os levantamentos, o potencial total de valor estruturável ultrapassa R$ 10,5 bilhões. No entanto, sem planejamento adequado, parte significativa desse montante pode simplesmente deixar […]

Estudos apontam que atletas e grandes patrimônios esportivos brasileiros têm até 18 meses para agir antes de perder valor bilionário

Um alerta silencioso começa a ganhar força nos bastidores do esporte de alto patrimônio no Brasil: até R$ 3,5 bilhões podem ser perdidos nos próximos cinco anos não por fraude, crise ou erro de gestão, mas pela ausência de estrutura estratégica.

Os dados são resultado de análises de inteligência aplicadas a grandes ecossistemas patrimoniais esportivos. Segundo os levantamentos, o potencial total de valor estruturável ultrapassa R$ 10,5 bilhões. No entanto, sem planejamento adequado, parte significativa desse montante pode simplesmente deixar de existir como ativo consolidado.

E o fator mais crítico não é o dinheiro — é o tempo.

De acordo com o especialista financeiro Manoel Rodrigues de Lima Neto, o prazo para estruturar esses patrimônios com máxima eficiência é limitado.

O horizonte mais eficiente para estruturar esse tipo de patrimônio é de cerca de 18 meses. Não é uma escolha, é uma imposição do calendário regulatório, contratual e de mercado”, afirma Manoel.

Com mais de 2 mil laudos produzidos em diferentes estados, Manoel construiu carreira identificando o que chama de “risco invisível”, falhas que não aparecem nos relatórios tradicionais, mas que geram perdas significativas ao longo do tempo.

Segundo ele, o problema central está na forma como o patrimônio esportivo ainda é conduzido no Brasil.

“Muitos olham para o presente, contratos, rendimento, performance. Mas poucos estão desenhando a estrutura que garante a continuidade desse patrimônio quando o ciclo esportivo termina”, explica o especialista financeiro.

Esse tipo de lacuna, segundo o especialista Manoel Rodrigues, é o que transforma grandes fortunas em ativos frágeis.

“O prejuízo não acontece de forma abrupta. Ele se instala de maneira silenciosa, como valor que deixa de ser capturado ou que se deteriora ao longo do tempo.”

Entre os fatores que pressionam esse cenário estão prazos legais, vencimentos contratuais e ciclos de visibilidade global, como grandes competições esportivas, que criam janelas únicas de oportunidade.

Após esse período, o que poderia ser estruturado como crescimento passa a ser tratado apenas como contenção de perdas.

Casos internacionais ajudam a ilustrar o impacto de decisões estratégicas no momento certo. Atletas que estruturaram suas marcas e ativos ainda durante a carreira conseguiram transformar ganhos esportivos em patrimônios duradouros e altamente lucrativos.

No Brasil, o cenário é considerado semelhante em potencial, mas diferente em execução.

Para Manoel, o ponto central não está no tamanho da fortuna, mas no momento em que se decide organizá-la: “A diferença entre um patrimônio que desaparece e outro que se perpetua está na arquitetura. E essa arquitetura precisa ser feita no tempo certo, porque essa janela não costuma se repetir”, conclui.

O alerta está dado: no esporte de alto nível, não estruturar pode custar bilhões.

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