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Paulo Santana e Leonardo Oliveira, sócios fundadores do IPOG, à frente de uma trajetória que começou em Goiânia e ganhou alcance nacional ao longo de 25 anos.
Paulo Santana e Leonardo Oliveira, sócios fundadores do IPOG, à frente de uma trajetória que começou em Goiânia e ganhou alcance nacional ao longo de 25 anos.

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De duas turmas à atuação nacional: escolhas que construíram a história do IPOG

Nascido de uma oportunidade percebida em sala de aula, o IPOG tornou-se uma instituição de ensino de atuação nacional, com mais de 350 mil profissionais formados

Nascido de uma oportunidade percebida em sala de aula, o IPOG tornou-se uma instituição de ensino de atuação nacional, com mais de 350 mil profissionais formados

Em 2001, Paulo Santana queria fazer uma pós-graduação. Estudante de Direito em Goiânia, procurava uma especialização em Direito Civil e Processo Civil e encontrou poucas opções. A dificuldade pessoal despertou uma percepção de mercado: havia profissionais interessados em continuar a formação, mas a oferta ainda era restrita em determinadas áreas.

Com pouco capital e a intenção inicial de formar apenas duas turmas, Paulo estruturou o projeto, buscou professores e uma instituição parceira para chancelar os cursos. Parte dos recursos para começar veio de cinco mil emprestados por Alessandra, sua então namorada e hoje esposa. O restante exigiu negociação com fornecedores e campanhas de divulgação parceladas.

Foi assim que começou o IPOG (Instituto de Pós-graduação e Graduação), em uma sala comercial de aproximadamente 30 metros quadrados, em Goiânia, com estrutura simples e um computador antigo. As primeiras turmas confirmaram que a oportunidade identificada pelo estudante poderia se transformar em negócio. Dois anos depois, a entrada de Leonardo Oliveira na sociedade marcaria uma nova etapa do negócio e abriria caminho para a expansão para fora de Goiás.

A entrada de Leonardo e a expansão para novas fronteiras

Paulo e Leonardo se conheceram durante a faculdade de Direito. Na época, o futuro sócio conciliava os estudos com o trabalho e planejava seguir carreira jurídica quando recebeu o convite para desenvolver uma operação do IPOG em Palmas, no Tocantins.

Antes de aceitar, estudou o mercado local e propôs participar do projeto como sócio. Vendeu o carro para investir na nova operação e assumiu a missão de abrir a primeira frente fora de Goiás. A expansão começou sem as ferramentas digitais que hoje fazem parte da rotina comercial.

Para encontrar os primeiros alunos, o empresário percorria cidades, visitava postos de saúde, entidades de classe, fóruns e órgãos públicos. Quando as turmas de Palmas ficaram abaixo do número necessário para se viabilizar, vendeu também o celular, alugou um carro e percorreu o Tocantins pela BR-153 apresentando pessoalmente os cursos. A estratégia funcionou. Palmas abriu caminho para Cuiabá e, depois, para novas cidades e regiões.

“Eu não conhecia muito sobre educação, mas acreditei muito na proposta e no projeto. No começo, a gente fazia de tudo: vendia, ajudava no marketing, acompanhava os professores e ouvia os alunos. Essa proximidade fez com que aprendêssemos muito rápido sobre educação e sobre aquilo que estávamos entregando”, recorda Leonardo.

Paulo identifica a entrada do sócio, em 2003, como uma das três decisões que mais influenciaram a trajetória do IPOG, ao lado da própria criação da empresa e da busca posterior por autonomia como instituição de ensino superior.

Crescer exigiu entender o que o mercado precisava

O contato com os alunos foi dando contornos ao modelo educacional. Paulo e Leonardo perceberam que o valor da especialização estava também na capacidade de levar para a sala de aula problemas, ferramentas e experiências encontradas no exercício profissional.

Leonardo lembra que essa percepção veio também das conversas feitas no momento da matrícula. Alguns alunos relatavam ter economizado por meses ou adiado outros projetos pessoais para investir na formação.

“Começamos a perceber logo no início, por estarmos muito próximos dos alunos, o tamanho da responsabilidade que havia nos nossos projetos. Muitas pessoas tinham economizado durante meses, adiado viagens ou outros planos e estavam colocando aquele sonho nas nossas mãos. Isso mudou a forma como passamos a olhar para aquilo que entregávamos”, afirma o sócio acionista.

A proximidade com profissionais, professores e entidades de classe também ajudou a identificar novas áreas de conhecimento e oportunidades de formação. O crescimento, portanto, não aconteceu apenas pela abertura de novas praças, mas pela ampliação do portfólio e pela leitura das transformações do mercado de trabalho.

A autonomia abriu uma nova fase

Outra decisão importante veio quando os sócios concluíram que depender de instituições parceiras limitava a velocidade e a autonomia necessárias para desenvolver novos projetos acadêmicos.

Em 2006, deram início ao processo para transformar o IPOG em uma instituição de ensino superior. A mudança abriu caminho para uma atuação acadêmica própria e, posteriormente, para a graduação por meio da Faculdade IPOG.

“Essa decisão nos deu uma autonomia que não tínhamos até então. Dependíamos de instituições parceiras para chancelar os cursos e percebemos que, para desenvolver projetos com mais liberdade e acompanhar o mercado na velocidade que desejávamos, precisávamos dar esse passo. Foi uma virada importante para o IPOG se tornar o que é hoje”, afirma Paulo.

A partir dali, o negócio que havia começado com duas especializações avançou para outras frentes. Hoje, o ecossistema reúne mais de 200 cursos, entre opções de pós-graduação, graduação e extensão, além de soluções de educação corporativa. A consolidação acadêmica também se refletiu na avaliação do Ministério da Educação (MEC), em que a instituição alcançou nota máxima (5).

A escala também mudou. Mais de 350 mil profissionais já passaram pelo IPOG ao longo dessa trajetória, que conta com mais de dois mil colaboradores. Um alcance que ajuda a dimensionar a distância entre as duas primeiras turmas, em Goiânia, e a atuação construída ao longo de 25 anos.

Da expansão física à transformação digital

Ao longo desses 25 anos, a estratégia precisou mudar mais de uma vez. Durante parte da trajetória, crescer significava abrir novas unidades. Antes da pandemia, o IPOG chegou a ter mais de 50 delas espalhadas pelo país. Com o avanço das aulas on-line, a lógica territorial foi redesenhada e o alcance digital ganhou importância. Hoje, a instituição opera 24 unidades, combinando presença física nacional e atuação digital.

Agora, inteligência artificial, automação e novas tecnologias voltam a colocar a educação diante de outra mudança de ciclo. Para os dois sócios, acompanhar essas transformações significa preservar uma característica presente desde os primeiros anos: observar o mercado para entender quais conhecimentos profissionais precisarão dominar em seguida.

Paulo aponta a transformação digital e a inteligência artificial entre os temas que devem orientar os próximos passos. Leonardo destaca a capacidade de adaptação e a proximidade com alunos, professores e profissionais como elementos necessários para que a instituição continue desenvolvendo formações relevantes.

Uma trajetória que também se traduz em reputação

A trajetória chega ao aniversário de 25 anos com outro indicador importante para uma instituição que cresceu baseada na relação com seus alunos: a reputação junto ao consumidor.

Em maio de 2026, o IPOG conquistou o selo RA1000, reconhecimento concedido pelo Reclame AQUI às empresas que atendem aos critérios de excelência no relacionamento com o consumidor, e está entre as dez instituições indicadas ao Prêmio Reclame AQUI 2026 na categoria Pós-graduação e Especialização.

O reconhecimento acrescenta um elemento contemporâneo à história iniciada naquela pequena sala em Goiânia. Se, no começo, o desafio de Paulo e Leonardo era provar que havia espaço para duas novas turmas, 25 anos depois a questão é manter a confiança de uma comunidade que passou a ser medida em centenas de milhares de profissionais.

“Meu maior orgulho é ver pessoas que foram transformadas e impactadas em suas vidas. Alunos que abriram empresas, profissionais que cresceram em suas carreiras, professores e colaboradores que também se desenvolveram ao longo dessa trajetória. É isso que dá sentido ao que foi construído”, diz Paulo Santana.

Leonardo também atribui o resultado a uma construção coletiva. Ao revisitar a trajetória, o empresário lembra que o projeto deixou cedo de pertencer apenas aos dois fundadores e passou a incorporar colaboradores, professores, parceiros e alunos.

“Esse sonho foi deixando de ser apenas meu e do Paulo. Muitas pessoas se conectaram ao IPOG, cresceram junto com a instituição e ajudaram a construir o que temos hoje. Quando encontramos um aluno que conta que mudou de carreira, abriu uma empresa ou alcançou um objetivo profissional, conseguimos enxergar a dimensão desse impacto”, comenta o empresário.

O IPOG nasceu da leitura de uma necessidade profissional, cresceu pela capacidade de levar essa proposta a novos mercados e ganhou escala ao transformar essas conexões em educação. Ao completar 25 anos, celebrados em 26 de setembro, diante de profissões que voltam a mudar rapidamente, o próximo capítulo começa com a mesma pergunta que movimentou os primeiros passos da instituição: o que os profissionais precisarão aprender para avançar daqui em diante?

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