Projeto criado por Henrique Veloso, de 17 anos, reforça a aposta da escola em formação aplicada, com foco em tecnologia, inclusão e soluções com potencial de escala no setor educacional
A The Future School, escola voltada à formação de crianças e adolescentes em tecnologia e inovação, acompanha o desenvolvimento de um aplicativo de ensino de Libras com uso de inteligência artificial criado por um de seus alunos. O projeto é liderado por Henrique Veloso, de 17 anos, e surgiu a partir de uma pesquisa sobre acessibilidade e barreiras de comunicação enfrentadas pela comunidade surda no Brasil.
Batizado provisoriamente de Camalibras, o aplicativo foi concebido como uma plataforma de aprendizado gamificado, voltada principalmente a professores e estudantes. A proposta é usar recursos de inteligência artificial para apoiar o ensino da Língua Brasileira de Sinais e ampliar o acesso a uma ferramenta de inclusão em ambiente educacional.
O desenvolvimento inicial foi feito em Python, linguagem que o estudante aprendeu ao longo da formação na escola, embora novas migrações tecnológicas já estejam em avaliação.
Henrique é aluno da The Future School há mais de cinco anos e iniciou sua trajetória na instituição aos 12. Ao longo desse período, passou por módulos de desenvolvimento de jogos, eletrônica e aplicativos, num percurso que, segundo a escola, busca transformar aprendizado técnico em aplicação prática.
“O nosso objetivo com os cursos sempre foi o resultado na vida do aluno. Quando recebemos projetos como o do Henrique, fica claro que o conhecimento adquirido está sendo usado para criar um produto com impacto real”, afirma João Aleixo, diretor da The Future School.
A origem do projeto também ajuda a explicar seu potencial. Segundo o estudante, a ideia surgiu depois da identificação de um gargalo de acesso à Libras, o que o levou a pensar em uma solução digital com foco em acessibilidade e usabilidade.
A ambição, neste primeiro momento, é estruturar uma ferramenta capaz de atender instituições de ensino, combinando tecnologia educacional, linguagem inclusiva e experiência interativa. Em uma etapa futura, o plano é ampliar a proposta para outras línguas de sinais, transformando o aplicativo em uma plataforma mais ampla de aprendizado.
Internamente, o projeto já começa a ser visto como um possível caso de aceleração. João Aleixo afirma que acompanha o desenvolvimento do aplicativo com mentorias individuais e admite a possibilidade de, após a fase inicial de validação, conectar Henrique a instituições de ensino, feiras de startups e até a um investimento-anjo.
A leitura da escola é que iniciativas como essa ajudam a consolidar um modelo de ensino voltado não apenas à capacitação técnica, mas à criação de soluções com aderência a demandas concretas da sociedade.



















